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Filosofia e neurociência na carreira?

Por Carlos Faccina
Hoje não há dúvida que considerar a filosofia e a neurociência auxiliam na carreira. Vencidas as etapas do conhecimento técnico, imprescindíveis para a atividade profissional, a cada novo passo na carreira em que se revela mais importante obter resultados cresce a necessidade da compreender como lidar com as questões humanas.

A técnica pode ser ensinada, mas lidar com pessoas é mais complexo e depende de outros requisitos: a volatilidade do caráter, as posições pessoais, as crenças, paixões, emoções e sentimentos. Essas condições fazem do homem e da mulher um todo complexo e que deve ser compreendido e não comandado.

Para isso, duas disciplinas são indispensáveis: filosofia e neurociência.

Não se trata de formar filósofos ou neurocientistas, mas adquirir, entrar em contato com conceitos básicos da compreensão das pessoas. Isso vai facilitar sua liderança e promover ajuda considerável na colaboração junto a seus pares.

A filosofia se propõe a encontrar um significado para a existência humana e, por isso, promove uma visão do papel humano no teatro da vida. A neurociência remove barreiras entre a ideia de construir pessoas e compreender pessoas. Essa última hipótese é a mais plausível e cientificamente demonstrada.

Emoções, sentimentos e razão não são separados como departamentos estanques em nosso cérebro. Ao contrário, tudo funciona num grande conjunto lubrificado pelos neurônios.

Nos últimos tempos, tem crescido o número de artigos em revista para públicos mais amplos e menos especializados sobre a natureza humana, dando a oportunidade de conhecer as pessoas como elas são e não como alguma teoria teima em defini-las.

Em eventos de RH, as palestras sobre filosofia e neurociência aplicadas à gestão crescem na participação ao passo que as tradicionais abordagens comportamentalista (que se dedicam a “construir líderes”) perdem audiência.

Somos perceptivos por natureza e, embora incipientes, as duas formas de conhecimento aqui tratadas não correspondem a uma onda ou modismo. Elas vieram para ficar porque auxiliam na descoberta da “alma” humana e promovem uma integração com mais proveito para todos: empresa e colaboradores.

Quanto mais alto na hierarquia, mas tempo terá que dedicar à gestão das questões humanas. Prepare-se para esse momento.

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