7-Competitividade-a-prova-01022018

Competitividade à prova

Por Augusto F. Gaspar (*)

Nosso país está chamando a atenção do mundo com seus mercados inexplorados, seu grande potencial de crescimento e vejam só: uma moeda forte. Não estamos acostumados a isso, mas lá fora já existem fundos de investimentos ancorados no nosso Real. Hoje somos a décima economia do mundo, e especialistas preveem que seremos a quinta em poucos anos. Empresários do mundo todo estão vislumbrando grandes oportunidades de investimentos em solo brasileiro, e a cada dia novas empresas desembarcam por aqui, em todos os setores. Isso significa que aqueles concorrentes que já incomodavam estando longe agora vieram brigar em nosso quintal, e com eles vieram outros que nem imaginávamos que existiam. É um “remake” da globalização, com seus pontos positivos e negativos, em versão revista e ampliada…

Esta situação coloca em xeque a capacidade de competir das empresas nacionais e das multinacionais já estabelecidas por aqui. Quais serão os produtos e serviços que teremos que desenvolver para aumentar (ou pelo menos não perder) nossa fatia no mercado? Quais as novas tecnologias que teremos que aprender e adotar para não sermos ultrapassados pelos novos competidores? Esta resposta ao mercado depende essencialmente do conhecimento e da capacidade de criar e inovar das organizações, ou melhor, do talento de seus colaboradores.

Temos então mais um bom motivo e uma boa justificativa para os investimentos na capacitação e na gestão de talentos de nossas organizações. E nesta situação não basta somente a capacitação técnica, mas é necessário, principalmente, que sejam desenvolvidas competências que promovam o ganho de competitividade nas operações da organização, entre elas: liderança, criatividade, inovação e empreendedorismo.

Definir, mapear e desenvolver essas competências é a chave para elevarmos o nível de competitividade de nossas organizações diante dessas ameaças e, com a velocidade adequada, nos possibilita aproveitar as oportunidades antes que os novos competidores tenham chance de fazê-lo, afinal estamos em casa. 

Agora é a hora de rever e melhorar os processos e métodos de capacitação e gestão de talentos de sua organização e colocá-los em prática para não perder essa enorme janela de oportunidade. 


(*) Augusto F. Gaspar é Diretor da unidade de Professional Services da MicroPower e coordenador da coluna “Desenvolvendo Talentos” desta revista. Comentários e contribuições podem ser enviados para augusto.gaspar@micropower.com.br Twitter: augustofgaspar 

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