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A empresa precisa de funcionário catalisador

Por Carlos Faccina
O principal gargalo das organizações ainda é a comunicação. Se, por um lado, a inovação tecnológica teve o dom de transmitir dados em tempo real, gerar informações para relatórios de desempenho e expor o erro em escala global, não foi capaz de resolver, na essência, a questão da comunicação, considerada na sua essência de circulação, em todas em vias e mãos, da informação.
Por anos, fui um privilegiado espectador das reclamações de profissionais em vários níveis sobre a falta de comunicação. Nos cursos de formação ou seminários, a queixa recaia sobre a falta de informação advinda do superior, mas poucos se davam conta do óbvio: seus subordinados tinham a mesma queixa e assim em cascata até o limite das relações hierárquicas.
Não se iluda: os presidentes de grandes empresas, com quem tive a oportunidade de conviver, queixavam-se da “falta de comunicação objetiva” das suas respectivas matrizes ou conselhos administrativos.
A tecnologia da informação não foi capaz colocar fim a esta questão. Gostaria de tratar neste e nos próximos posts sobre a questão da comunicação.
Ressalto primeiro o aspecto que considero fundamental e que se sobrepõe a todas às demais questões formais, de processo, tecnologia e gestão: as pessoas. Comunicação exige envolvimento e isso só se dá com gestão humana, que pressupõe emoção e razão juntas, integradas e inseparáveis no processo de criar, entender, aplicar e difundir ideias e produtos.
Proponho então uma figura que me ajuda a compreender do que as empresas precisam para acelerar as reações e resultados em ambientes de tecnologia e que demandam níveis excelentes de comunicação: funcionários catalisador.
Independente do nível ou da função, as empresas precisam de uma equipe com agentes catalisadores do processo. Com sua simples presença e credibilidade, mesmo sem ação direta, deve ser capaz de estimular mudanças e acelerar um processo no sentido desejado pela organização.
O funcionário catalisador beneficia-se da comunicação criando entendimento, diminuindo fatores de resistências, potencializando o melhor da energia corporativa e regulando as reações em favor de uma ação mais efetiva na direção estratégica.
O processo de comunicação pode encontrar terreno fértil com a redução das estruturas, a necessidade de respostas rápidas a clientes internos e externos, no rastro das mudanças que chegaram com as inovações tecnológicas.
Contudo, a empresa precisa reconhecer e acionar todo o potencial do capital humano instalado na empresa com ajuda dos catalisadores. Ao invés de criar e construir líderes em sala de aula e com discursos prontos, é fundamental liberar espaço para as lideranças que certamente se fazem presentes.
As pessoas, desconsiderada em suas essências, podem agir como inibidores de processo de comunicação com consequências diretas para a conquista de resultados.
Vamos entender esses e outros aspectos do comportamento humano que afetam a comunicação na organização nos próximos posts.

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